É engraçado como as pessoas reagem a determinados acontecimentos. Reparar como uma pessoa age em uma situação completamente diferente do que se está acostumado pode ser uma experiência reveladora. Você pode dar mais crédito a quem nunca mereceu seu respeito, admirar ainda mais quem você já gostava, ou julgar sem medo aquela pessoa que você já não dava muita confiança. Sim, as pessoas são mesmo muito complicadas.
Eu, como sempre tenho uma teoria pra quase tudo, fiquei muito pensativo depois de um desses acontecimentos que nos tiram momentaneamente o chão e nos fazem pensar: “eu não acredito que isso aconteceu!”. Eu sempre disse para os meus amigos e amigas que as pessoas usam máscaras. Sim, eu uso, você usa, seu namorado usa, seus pais usam. Isso é normal. Elas servem para nos fazer adaptar ao ambiente em que a gente vive. Para sermos aceitos no grupo, para isso ou aquilo. E elas simplesmente aparecem de forma natural. Como uma adaptação que a gente faz de acordo com o andar da carruagem.
Por exemplo, a minha máscara de jornalista é ser sério em determinados momentos, enquanto tudo o que eu mais queria era rir de uma piada que eu lembrei (e às vezes eu rio). Ou sair com meus amigos para um bar que eu detesto só porque lá vai ser comemorado o aniversário de uma amiga que eu gosto muito. Sim, eu usarei a máscara do sorriso pra ficar no bar, mas basta que algo saia dos conformes para eu arrancá-la.
O que acontece é que num determinado momento a gente não suporta mais deixar a máscara no rosto. Ela pesa, ela te esconde e às vezes é muito bom se mostrar, mandar alguém que você não suporta tomar no c*, e por aí vai.
Cheguei a uma conclusão: classifiquei as pessoas em alguns tipos bem comuns (sem as máscaras).
1) Aqueles que te surpreendem com uma atitude bonita (coisa que você nunca esperaria que ele fosse capaz de fazer).
2) Aqueles que te surpreendem com uma atitude magnífica quando você só esperava o trivial.
3) Aqueles que mesmo numa situação completamente atípica mantém ainda a pose de “eu sou demais”. Isso é completamente irritante. Esse tipo de gente merece um chute da bunda.
4) Aqueles que não tem nada a ver com a história e estão lá no meio, com a máscara “eu estou do seu lado” mesmo quando você sabe que por baixo daquela máscara tem uma pessoa medíocre e interesseira.
IMPORTANTE:
Essas definições fazem parte da minha teoria. Nada do que eu disse aqui são verdades universais, ok? Mas valeram para mim, naquele momento em que eu não sabia o que fazer, e fiquei observando o que cada um fazia. Talvez pra tentar entender a situação, talvez para colocar as ideias no lugar ou mesmo porque naquele momento não havia nem como pensar.

Há muito se fala que homem nenhum jamais entenderá a cabeça de uma mulher. Mas de um tempo pra cá, as mulheres também estão começando a retribuir esse ditado. Elas reclamam cada vez mais sobre a dificuldade de entender o que se passa na cabeça masculina. E eu digo mais, como representante da classe dos seres humanos que usam calças (desculpe meninas, mas nós começamos primeiro), eu admito, às vezes temos nossas complicações.
Chegamos ao ponto importante: a disputa. Na década de 80, as apresentadoras daqueles programas infantis separavam os meninos das meninas e formavam times. Os meninos usavam uma camisetinha azul, enquanto as meninas ficavam de rosa. Ô clichezinho barato heim! Pois é. E aquilo, pensando friamente com a cabeça de adultos, estragou as crianças. Os meninos sempre torciam para seus representantes lá na tevê. As meninas ficavam na torcida de cá, esperando que os meninos caíssem (elas sempre jogaram baixo) para que conseguissem virar o jogo.
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