12 de abril de 2012
21 de outubro de 2011
Entre máscaras e beijos
É engraçado como as pessoas reagem a determinados acontecimentos. Reparar como uma pessoa age em uma situação completamente diferente do que se está acostumado pode ser uma experiência reveladora. Você pode dar mais crédito a quem nunca mereceu seu respeito, admirar ainda mais quem você já gostava, ou julgar sem medo aquela pessoa que você já não dava muita confiança. Sim, as pessoas são mesmo muito complicadas.
Eu, como sempre tenho uma teoria pra quase tudo, fiquei muito pensativo depois de um desses acontecimentos que nos tiram momentaneamente o chão e nos fazem pensar: “eu não acredito que isso aconteceu!”. Eu sempre disse para os meus amigos e amigas que as pessoas usam máscaras. Sim, eu uso, você usa, seu namorado usa, seus pais usam. Isso é normal. Elas servem para nos fazer adaptar ao ambiente em que a gente vive. Para sermos aceitos no grupo, para isso ou aquilo. E elas simplesmente aparecem de forma natural. Como uma adaptação que a gente faz de acordo com o andar da carruagem.
Por exemplo, a minha máscara de jornalista é ser sério em determinados momentos, enquanto tudo o que eu mais queria era rir de uma piada que eu lembrei (e às vezes eu rio). Ou sair com meus amigos para um bar que eu detesto só porque lá vai ser comemorado o aniversário de uma amiga que eu gosto muito. Sim, eu usarei a máscara do sorriso pra ficar no bar, mas basta que algo saia dos conformes para eu arrancá-la.
O que acontece é que num determinado momento a gente não suporta mais deixar a máscara no rosto. Ela pesa, ela te esconde e às vezes é muito bom se mostrar, mandar alguém que você não suporta tomar no c*, e por aí vai.
Cheguei a uma conclusão: classifiquei as pessoas em alguns tipos bem comuns (sem as máscaras).
1) Aqueles que te surpreendem com uma atitude bonita (coisa que você nunca esperaria que ele fosse capaz de fazer).
2) Aqueles que te surpreendem com uma atitude magnífica quando você só esperava o trivial.
3) Aqueles que mesmo numa situação completamente atípica mantém ainda a pose de “eu sou demais”. Isso é completamente irritante. Esse tipo de gente merece um chute da bunda.
4) Aqueles que não tem nada a ver com a história e estão lá no meio, com a máscara “eu estou do seu lado” mesmo quando você sabe que por baixo daquela máscara tem uma pessoa medíocre e interesseira.
IMPORTANTE:
Essas definições fazem parte da minha teoria. Nada do que eu disse aqui são verdades universais, ok? Mas valeram para mim, naquele momento em que eu não sabia o que fazer, e fiquei observando o que cada um fazia. Talvez pra tentar entender a situação, talvez para colocar as ideias no lugar ou mesmo porque naquele momento não havia nem como pensar.
16 de outubro de 2011
14 de outubro de 2011
Sobre homens e mulheres (e outras combinações)
Há muito se fala que homem nenhum jamais entenderá a cabeça de uma mulher. Mas de um tempo pra cá, as mulheres também estão começando a retribuir esse ditado. Elas reclamam cada vez mais sobre a dificuldade de entender o que se passa na cabeça masculina. E eu digo mais, como representante da classe dos seres humanos que usam calças (desculpe meninas, mas nós começamos primeiro), eu admito, às vezes temos nossas complicações.
Eu mesmo sou exemplo disso. Quando estou nervoso, brinco com meus amigos que estou de TPM (Tensão Psicológica Masculina). Sim, ela existe. Pelo menos comigo. E eu explico: quem nunca ficou cheio de problemas, com a cabeça lotada de pensamentos confusos e sem saber por onde começar a desembaraçar a meada de contratempos? Isso dá um nó na cabeça que as mulheres não entendem mesmo. Aliás, às vezes tenho vontade de sair de perto de mim, de tão chato que fico. Mas ao mesmo tempo, essa nossa TPM faz com que nós, rapazes, possamos ser um pouco mais maleáveis quando a mocinha está de TPM e faz aquele drama sem fim.
Sejamos honestos, a nossa TPM não é tão chata quanto a delas, né? Não tem data certa, nem periodicidade fixa e muito menos cólicas. Se isso fosse um jogo, o time dos meninos marcaria três pontos.
Chegamos ao ponto importante: a disputa. Na década de 80, as apresentadoras daqueles programas infantis separavam os meninos das meninas e formavam times. Os meninos usavam uma camisetinha azul, enquanto as meninas ficavam de rosa. Ô clichezinho barato heim! Pois é. E aquilo, pensando friamente com a cabeça de adultos, estragou as crianças. Os meninos sempre torciam para seus representantes lá na tevê. As meninas ficavam na torcida de cá, esperando que os meninos caíssem (elas sempre jogaram baixo) para que conseguissem virar o jogo.
E essa incansável disputa se arrasta até hoje e vem esculhambando a vida afetiva de homens e mulheres (e demais combinações). Antes, a mulher era submissa e ponto final. O homem trabalhava, arcava com as despesas e ela cuidava da casa e dos filhos. Historinha chata, repetitiva e em graça. Pois é. As mulheres também acharam e, por isso, resolveram que era tempo de mudanças. Ao primeiro sinal de que o marido estava com dificuldade de sustentar a casa sozinho, ela tratou de arrumar trabalho. A partir daí, algumas delas começaram a ganhar mais que os maridos.
Ah, e o pior veneno do casamento é...? Um de cada vez! O ego ferido. Ela paga o aluguel. Ele faz as compras. Ela colocou os filhos na escola particular. Ele nunca conseguiu.
Opa, opa, opa. Vamos parar por aí. Nada de desmasculinização (essa palavra existe?). Foi ela quem quis trabalhar fora. Você não pediu, certo? O aluguel precisa ser pago. Vocês dois moram lá. Os filhos precisam estudar – e escolas privadas são melhores. Então onde está o motivo de tanto drama? Ela só está ajudando, filhote!
Alguém tem alguma pista de como consertar isso? Ok, ok, eu tenho uma sugestão. Que tal parar de tentar entender a cabeça do outro? Não adianta nada tentar. Isso é complicado demais. E tem coisas que é melhor não saber não é mesmo? Já pensou se você descobre que naquela transa - que pra você foi o máximo - ela fingiu? E mais: que ela costuma fazer isso com certa frequência? Aí complica né, companheiro. O jeito é deixar as coisas do jeito que devem ser. Uma adaptaçãozinha aqui, outra ali, um dorme de mau humor hoje, o outro amanhã, no domingo vocês fazem as pazes e assim vai.
Complicado é viver sozinho, sem essas briguinhas essas DR’s. Isso sim é ruim. No final das contas, essa convivência recebe um nome que as mulheres tem mais facilidade de falar do que os homens: amor. E é isso aí. Não precisa ficar falando não. Contanto que você sinta. Fechado?
13 de outubro de 2011
O auto-narcisismo e outras formas de se conhecer
*
Eu nunca fui modesto e seria falsidade minha dizer que sou. Eu não sou e admito. Eu tenho orgulho das pequenas coisas que faço, dos muitos amigos que tenho e das minhas conquistas diárias. Tem dia que entro no carro pra ir embora, cansado, suado, doido por um banho, mas com um sorrisinho de “bout de lèvres”**, ligo o som e nem presto atenção na música, porque eu vou conversando. Com quem? Comigo mesmo. Em voz alta. Pergunto, respondo, comento a resposta, rio dos meus comentários, emendo com uma conclusão e chego em casa feliz.
Aprendi isso aos poucos, ao longo dos anos. “Isso” se chama “dar valor a si mesmo”. Gostar de si mesmo, sem que ninguém tenha que dizer a você. “Isso” só se aprende quando amamos, quando choramos, quando rimos, compartilhamos, mas sobretudo, quando observamos. O atalho para conhecer “isso” é a observação. Você não precisa necessariamente passar por todo tipo de emoção que existe nesse mundo – e isso seria mesmo impossível – para aprender algo que valha a pena. E eu digo com propriedade: eu aprendi mais por observação do que por ação. E a maioria do que eu aprendi, eu arquivei no meu cérebro na pasta “Como NÃO devo ser ou agir”.
O auto-narcisismo é uma ferramenta para ser melhor. Porque você vai exibir as suas conquistas para você mesmo. E logo, se cobrar quando não tiver nada de bom para mostrar. Mas aquele narcisismo que depende de outras pessoas para te firmar como o bonzão, ah meu caro, este é uma arma.
Lulu Santos, já dizia na letra da música Apenas mais uma de amor: “...a beleza é mesmo tão fugaz”. Um tapa na cara de muita gente, não é mesmo? E ele ainda completa: “O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber”.
*Ilustração: Cristiano Sobrinho
**Sorriso de “bout de lèvres”: sorriso de canto de lábios.
Apenas mais uma de amor
12 de outubro de 2011
[Podcast] Ah, esse calor de Uberlândia!
4 de outubro de 2011
Sobre o rumo que as coisas tomam…
Tem dia que tudo tá tão bonito né?
De repente a vida muda completamente. A gente passa a dar valor a coisas que antes não tinham valor nenhum.
De repente a gente passa a ver as verdadeiras cores, e sem que a gente se dê conta, nada mais é como antes e honestamente, eu não sinto muita falta.
True Colors
Cyndi Lauper
29 de agosto de 2011
9 de agosto de 2011
Cuidado Labial: Nivea Lip Care
Depois de usar o Nivea Essential Care, como indicação médica, por um mês, adorei. Gostei do cheirinho e realmente deixava a boca bem hidratada. O tempo seco e os remédios que deixam os lábios ressecados não têm vez com esse protetor labial.
No próximo mês, descobri que a linha Lip Care da Nivea é bem extensa. Tem protetor labial para todos os gostos. Comprei outro, o Hydro Care, que gostei mais do que o primeiro. Ele não tem cheiro, mas gostei mais da textura.
Se você sofre com esse tempo seco, vale a pena conhecer a linha de Cuidado Labial da Nivea.
Os preços variam de R$ 7 a R$ 15.
22 de junho de 2011
E dá-lhe Chico pra quem gosta do Chico

Eis que o nosso querido Chico Buarque vai nos dar a graça de poder ouvir mais de sua poesia musical. O lançamento do novo CD será em julho, mas nós teremos que esperar ainda por um tempinho. A Livraria Cultura comecará vender a partir de 22 de julho.
Mal posso esperar. Enquanto isso, vamos vasculhar o YouTube e esperar que vaze uma amostra.
9 de maio de 2011
Ela não sabe ler!
A menina olhava atentamente, como quem estivesse entendendo tudo o que via. Mas via com certo estranhamento.
A tia: "Fulana, não conte o que está escrito!"
A mãe exclama com certa exaltação bem popular: "Claro que ela não vai contar. Ela não sabe ler".
Eles riram. Muito. E repetiram a frase.

21 de março de 2011
Madonna para esse tempinho chuvoso



